Relatório da ONU mostra novo mapa de riscos globais

ODMs próprios para as populações indígenas

Diante da constatação de que os povos indígenas amazônicos não conseguirão atingir as metas estabelecidas pelos Objetivos do Milênio (ODMs) e que muitos deles não se adequam às especificidades de suas culturas, articulações indígenas da Amazônia, como a colombiana COAMA – Consolidação Amazônica reivindicam objetivos próprios que sejam formulados e consensuados ouvindo as populações interessadas. “Claro defendemos o combate à fome, acesso a educação e saúde, e maior igualdade de gênero, mas essas e outras metas devem ser definidas a partir da definição e escutando os próprios povos indígenas”, defende Martin Von Hildebrand, coordenador da COAMA.
Martin argumenta que a simples implementação dos ODMs para populações indígenas não passa de uma nova forma de colonialismo. Justifica que, ao não levarem em conta conhecimentos tradicionais desses povos, nos campos da saúde e da educação, por exemplo, esses objetivos não atendem às demandas nem expectativas das comunidades autóctones.
Em painel realizado pela no Planetário da Gávea que reuniu diversas articulações indigenistas da Amazônia colombiana o que se verificou é que as condições postas para que as comunidades indígenas alcancem as metas estabelecidas são bem menores do que para o restante das populações dos diferentes países que integram a região. Os ODMs não serão atingidos em 2015, conforme estabelecido pelas Nações Unidas, e menos ainda pelas comunidades indígenas amazônicas. “É um momento de refletirmos se esses objetivos atendem às necessidades e demandas específicas dos povos indígenas”, provoca Von Hildebrand.




COAMA

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